Pe. Zezinho: “Celibato e casamento, para ou continua?”

Em sua página no Facebook, o pe. Zezinho compartilhou as seguintes colocações sobre celibato e casamento e sobre como ele vê o papel da consciência individual na hora de decidir entre continuá-los ou não:

Tenho 78 anos. E já vi muitos sonhos que deram certo e muitos sonhos interrompidos. Dois deles são o celibato e o casamento.

Não faz sentido culpar nem o casamento nem o celibato porque indivíduos não conseguiram continuar casados com alguém a quem amaram por algum tempo. Tampouco faz sentido culpar o celibato porque padres, seminaristas e freiras não quiseram continuar sozinhos e solteiros.

Conheci mais de 700 padres que deixaram o sacerdócio e outro tanto de freiras e frades que não prosseguiram. Também conheci mais de 1000 casais que se separaram.

Não podemos julgar o que não vivemos. Quem continuou não pode contar vantagem porque perseverou. A mente humana está presa entre desejos e vontades. A decisão ou a renúncia será sempre pessoal. Não podemos obrigar alguém a amar ou a continuar casado. Também não faz sentido amarrar alguém a um celibato que a pessoa não mais consegue viver. Para isto, os estudiosos de comportamento humano estudaram psicólogos, conselheiros e, em alguns casos, psiquiatras.

As estradas da vida tem “pare” e “continue” e têm “retornos”. A vida também tem rumos e prumos. Chega o momento em que o indivíduo decide. Feliz deste indivíduo, se não magoa o outro com sua decisão.

Com os que seguem em frente, uma tonelada de humildade pode ajudar. Ninguém chega ao fim da estrada sem ajuda de alguém! Benditos os que incentivam. Infelizes os que ajudam a desistir.

A consciência é soberana. Já é uma grande conquista sair de um celibato ou de um casamento sem culpar o mundo. Escolheu, assumiu, não deu certo, não culpe o Papa ou a Igreja. Todos os caminhos são difíceis de trilhar. Havendo amor tudo fica mais sereno; nem por isso fica mais fácil. Compromissos prendem! Mas quando valem a pena costumam recompensar com toneladas de felicidade!

Por Padre Zezinho scj, via Aleteia

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