Realmente tenho que namorar ou posso estar sozinho?

É belíssimo o encontro, o relacionamento afetivo, o conhecimento, a possibilidade de ser melhor, porque encontramos uma pessoa para namorar. Aliás, nunca saímos os mesmos, seja lá que relacionamento for!

Então, pode ser monstruoso ver-se sozinho, como também pode ser um bom momento para estar com si mesmo e, mais ainda, estar com os outros, que, muitas vezes, não percebemos, e com Deus. Muitos, à espera de alguém para namorar, perdem a oportunidade de colher do tempo da “solidão” o valor do momento. A carência afetiva, uma imagem distorcida de si mesmo, sentimentos, visão das pessoas e do mundo podem dificultar à pessoa ver a possibilidade de amar e ser amada.

Namorar não é solução de carência

A situação ainda pode se tornar mais complexa se a pessoa não sabe o que é e o que deseja construir. Perdida, sem direção, sem sentido, é uma vítima da vida e não se coloca em ação, caindo em um vazio existencial, pois a sua vida está toda pautada na possibilidade de ter alguém. O namorado se tornou ou pode se tornar, na “cabeça” da pessoa, a solução da sua carência, o que, na verdade, é uma mentira, visto que, mais cedo ou mais tarde, mesmo com alguém do lado, muitos se sentem sozinhos.

Resta-nos, então, ficarmos parados, olhando o tempo passar, e ainda reclamando da vida a oportunidade de viver? Tudo isso, com certeza, é muito complicado para aquele ou aquela que se vê sem alguém, principalmente se está vivendo ou percebendo-se com todas as características descritas acima. O mais importante é pensar que se o namoro é um tempo que deve ser vivido da melhor forma possível para que o casamento seja consequência desse tempo e se possam colher os frutos deste primeiro encontro, então, nada como viver intensamente o tempo de não namorar, pois é, neste período, que experimentamos mais intensamente as amizades, os sorrisos, os projetos e a profissão.

Tudo isso pode trazer a oportunidade de um namoro realmente maduro

O que é um namoro maduro? É um namoro em que as pessoas são maduras, ou seja, já se percebem definidas, podem constatar seus sonhos, podem se conhecer melhor e estar abertas ao conhecimento do outro. Portanto, são dois caminhos. Primeiro: a pessoa para nesse tempo, estando só, e deixa-se envolver no sofrimento a ponto de não ver outra possibilidade, ou então escolhe fazer desse momento o melhor para a sua vida, encontrando-se com ela mesma e realizando o mais importante: propor-se a amar mais do que ser amada.

Existem tantos para serem amados! Os namoros assim serão uma belíssima e profunda consequência de um tempo profundo de encontro consigo mesmo e com os outros.

Ilusão? Não. Opção. Você pode ser melhor hoje. Não pare nos limites que, muitas vezes, a vida lhe impõe.

Por Diácono João Carlos e Maria Luiza, via Canção Nova

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